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Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Fertilizantes de Cubatão, Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Bertioga, Mongaguá e Itanhaém.
NÃO EMPRESTE SEU NOME

Ao assistir uma reportagem veiculada em uma grande emissora televisiva, lembrei-me de quando era criança, um adágio que meu pai vivia repetindo: “jamais empreste carro, dinheiro ou livro, pois normalmente, ou não são devolvidos ou quando são, nunca voltam na forma como deveriam”.

Dizia a referida reportagem, que atualmente o motivo pelo qual os índices de inadimplência se justificam, logo após o desemprego que está em primeiro lugar, vem o “empréstimo do nome”... Como assim?...A pessoa que tem o nome em dia, empresta seu cheque, seu cadastro, sua “ficha limpa”, para “amigos” ou parentes, para socorrer financeiramente estas pessoas, que mais uma vez acabam por não cumprir seus compromissos, maculando também o nome destas pessoas de boa vontade que, invariavelmente, não levam qualquer tipo de vantagem nestas operações.

Ocorre, entretanto, que na grande maioria das vezes, tais “empréstimos” não são protegidos por qualquer cuidado documental ou legal para comprovar a operação, e estas pessoas, ficam com o “nome sujo”, sem crédito e o que é pior, com a dívida.

No escritório tem sido muito grande o número de pessoas nesta situação, procurando solução para “cheques emprestados”, “financiamentos para terceiros” e, infelizmente, em pouquíssimas oportunidades é possível reverter o problema.

Juridicamente, a definição para cheque pode ser dada como sendo uma ordem incondicional de pagamento à vista, dada por uma pessoa física ou jurídica, denominada de sacador, contra o banco onde tem fundos, denominado de sacado, para que pague ao credor, tomador ou beneficiário a importância nele escrita. O cheque está disciplinado pela Lei n. 7.357, de 02 setembro de 1985, denominada de Lei do Cheque.

Mais e mais, ainda que exista a boa vontade de ajudar amigos ou pessoas queridas no ato de assumir financiamentos e empréstimos com seu cadastro para terceiros, a situação é irregular e fraudulenta.

Assim, como podemos perceber, tanto numa situação quanto em outra, quem empresta o nome fica sujeito aos prejuízos e à perda do seu próprio crédito.

Dizem que a vida é um eterno aprendizado e acúmulo de experiências, sendo assim, aprendi que além de carro, livro e dinheiro, também não devemos emprestar o nome para ninguém... Brincadeiras à parte, quando você se deparar com esta situação procure se proteger documentalmente, evite problemas desnecessários. Às vezes um simples documento, evita um problema que pode perseguí-lo por anos.
 
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